terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ironias




Há quem diga que o bom filho à casa torna. E é verdade.

E quem diria que voltaria a pisar um dia aquela piscina, sentir novamente a agua a bater-me no corpo. Nadar ao som da música, como se só exitixe aquilo, como se o mundo para-se naquele momento. Não há preocupaçoes, não há stresses.

Vou ter saudades do meu gym, das minhas conversas, das gargalhadas. Do tino a dar sermão, das piadas do cabaço, da catita às turras com o menino tiago, do senhor abreu (com as suas filosofias :)), enfim...

Mas, pelos vistos a minha saude não permite continuar mais e lá volto eu à minha piscina, onde passei seis anos da minha vida e de onde nunca devia ter saido. (pelo menos é o k diz a senhora doutora).

Sonnet - The Verve

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

5 anos inuteis?

Deixa-me voltar no tempo e ver o k de bom fiz. Deixa-me tentar perceber se não gastei o tempo em inutilidades, se o que fiz me desenvolveu ou serviu apenas para ocupar 5 anos de minha vida.

Coisas boas: amigos, alegrias, evolução enquanto pessoa, novas formas de ver a vida, novas competências

Tirando, tudo isto que me ajudou a ser aquilo que sou hoje, o que de resto fica? Uma porta aberta para o desemprego, ou devo dizer à procura de primeiro emprego.

A falta de dinheiro que a sociedade apresenta leva muitos empregadores a pensar: "pk não pagar mais barato a kem não tem curso do k pagar a um licenciado k não tem experiência nenhuma".

O mais parvo nesta cena toda é k nem para escriturária ou para varrer ruas servimos. Somos vistos como os licenciadinhos, com mtos estudinhos , mas que não sabemos trabalhar.

Com isto eu penso: "ainda bem que o doutoramento ficou para trás e ainda mal que não me desenvolvi noutras áreas".

Algo me diz k tenho de navegar por novos horizontes do que me agarrar ao desanimo dos que estão ser fazer nenhum. Não fui feita para estar em casa a queimar tempo.

Será que os 5 anos foram inuteis? Espero que a vida me mostre que não

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

quinta-feira, 10 de julho de 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Eu quero os dois

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

Um sonho

Dizem os mais experientes e os grandes estudiosos que nós sonhamos sempre.
O nosso sono é composto por várias fases e, numa delas, lá aparecem pequenas histórias.

A história que hoje conto, traz com ela muitas emoções, misturas de cores, sons, sorrisos, recortes do que já vivi envolvidos com o que agora vivo.
É verdade que não foi um sonho muito bom, mas também não foi um pesadelo. Acho que foi o reviver de uma história passada com a realidade do mundo presente.

De repente acordo, um pouco triste. Sonhar com o que já foi, misturado com o que agora existe. É triste.

Vejo quem já partiu.
Ficam os lugares, as expressões, os sorrisos de quem já não está, mas cuja presença ainda existe.

É impressionante como cada um de nós é único. Uns com a subtileza no falar, outros com o dom de saber ouvir. Mas, há sempre algo que faz a diferença.

Nesse sonho marcou-me o olhar, aquele olhar de quem sempre sorriu para mim.
O sorriso e a ternura de quem sempre gostou de mim.
As conversas que muitas noites me fizeram sentir eu.
O canto de quem não pensa em mal algum, mas que gosta de viver.

Enfim, foi tudo um sonho...